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Origem do Futebol Atual na Inglaterra

INTRODUÇÃO

Hoje em dia, o futebol é o esporte mais popular do mundo. Em praticamente todos os países do mundo ele é praticado e possui ligas e confederações. São bilhões de torcedores em todo o mundo, que torcem pelos seus clubes e por suas seleções.

AS ORIGEM DO FUTEBOL NA INGLATERRA

O futebol como conhecemos hoje foi criado na Inglaterra do século XIX.

Enfim, em 1863 foi fundada na Inglaterra a Football Association, fazendo com que se criasse regras para a prática do jogo entre as equipes. Formavam-se assim tabelas, datas dos jogos, ou seja, controlava-se a prática. Os times eram formados pelas fábricas espalhadas pelas diversas cidades do país. Os jogadores destes times eram os próprios funcionários destas fábricas, que disputavam jogos, geralmente nos sábados a tarde (tradição existente até hoje no Campeonato Inglês de Futebol) no dia em que tinham folgas. Muitas pessoas iam assistir esses jogos.

Geralmente eram também operários das fábricas as quais os times representavam, e também a família e a comunidade desses jogadores. É nesse período que começam a surgir as grandes rivalidades entre os diferentes times das cidades da Grã Bretanha. É nesse momento que surgem as disputas entre o Manchester City e o Manchester United, o Glasgow Celtic e o Glasgow Rangers, e o Arsenal, o Chelsea e o Cristal Palace em Londres . Como podemos perceber, inicia-se neste momento a identificação por parte da população pelos clubes de futebol, seja por razões comunitárias, culturais e até mesmo religiosas. Tal massificação do futebol fez com que o historiador inglês Eric Hobsbawn chamasse o jogo de futebol como “a religião leiga da classe operária”.

Uma questão muito interessante a ser discutida é de que como o futebol conseguiu tanto sucesso entre as massas, e até mesmo entre todas as classes? Qual o motivo de toda essa paixão pelo esporte surgida na Segunda metade do século XIX? Talvez o historiador Nicolau Sevcenko possa nos responder essa pergunta.

“Assim, num curtíssimo espaço de tempo, o futebol conquistou por completo toda a população trabalhadora inglesa e, em breve, conquistaria a do mundo inteiro. Como entender esse frenesi, esse poder irresistível de sedução, essa difusão epidêmica inelutável? Como vimos, parte da explicação está nas cidades, parte no próprio futebol. A extraordinária expansão das cidades se deu, como vimos, a partir da Revolução Científico-Tecnológica, pela multiplicação acelerada da massa trabalhadora que para elas acorreu em sucessivas e gigantescas ondas migratórias. Nas metrópoles assim surgidas, ninguém tinha raízes ou tradições, todos vinham de diferentes partes do território nacional ou do mundo. Na sua busca de novos traços de identidade e de solidariedade coletiva, de novas bases emocionais de coesão que substituíssem as comunidades e os laços de parentesco que cada um deixou ao emigrar, essas pessoas se vêem atraídas, dragadas para a paixão futebolística que imana estranhos, os faz comungarem ideais, objetivos e sonhos, consolida gigantescas famílias vestindo as mesmas cores.”

Como vemos, o futebol se tornou uma forma de identificação para as massas trabalhadoras das grandes cidades inglesas. Os times se tornaram muito mais do que times, se tornaram um objeto em que as pessoas encontravam o seu igual, encontravam seus objetivos e sonhos, tão arraigados pelo trabalho árduo nas fábricas durante a semana. O futebol faz com que todos saiam ganhando. Tanto as grandes massas, que encontram nele certa identidade, quanto pela burguesia, que o utiliza para regulamentar a sociedade e a massa proletária.

O século XIX pode ser considerado o século do imperialismo inglês pelo mundo. Assim como o comércio inglês se expandiu pelo mundo, os seus aspectos culturais também. E com o futebol não foi diferente.

CONCLUSÃO

Como vimos neste trabalho, o Futebol, surgido no século XIX, teve todo um processo de regulamentação para se tornar o que é hoje. Vimos como o esporte foi domesticado na Inglaterra do século XIX. Também vimos que tal esporte é parte essencial na construção da identidade das pessoas e dos diversos grupos. A exemplo disso hoje vemos as enormes torcidas dos clubes espalhadas pelo mundo que se juntam, e de certa forma se identificam, formando um grupo social. Infelizmente, como é comum entre diferentes grupos identificados com objetos diferentes, a situação descamba para a violência. Claro, que tal violência não tem origem apenas na rivalidade futebolística, mas sim em outros fatores, como os problemas sociais, étnicos e até religiosos. Apesar do Futebol ter sido regulamentado, e hoje ser praticado em grandes campeonatos nacionais com regras especificadas por um órgão mundial(FIFA), pensamos que muito daquele esporte popular, original, onde o intuito era a diversão, sem muitas regras, ainda existe. Não uma pessoa sequer que, quando pratica o futebol com os amigos, ou na escola, ou no campo do bairro que muda as regras do jogo e faz as próprias regras que o grupo de jogadores determinada. Quantas vezes não jogamos sem ninguém apitando o jogo; em jogos em que as demarcações do campo não são as mesmas do futebol “oficial”. Esse espírito popular, tradicional do futebol ainda existe, em qualquer lugar do mundo.

 
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Publicado por em 14/06/2010 em História, Século XIX

 

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Origem do Futebol

O Tsu-Chuh

O futebol tem suas primeiras manifestações na China, por volta de 2500 a.C. De acordo com essa corrente, os soldados chineses chutavam os crânios dos inimigos por entre duas estacas cravadas no chão, no primeiro indício de traves.

O Kemari
Ao contrário do desporto chinês, as mulheres não podiam participar do kemari. E era proibido qualquer contacto corporal. O campo (kakari) era quadrado e cada lado havia uma árvore: cerejeira (sakura), salgueiro (yana-gi), bordo (kaede) e pinheiro (matsu). Os jogadores (mariashi, de mari = bola e ashi = pé) eram oito. Esse jogo era mais um ritual religioso do que propriamente um esporte, antes de se iniciar era realizada uma celebração para abençoar a “bola” que simbolizava o Sol e era criada artesanalmente com bambu.

O Epyskiros

O epyskiros é citado no livro Sphairomachia, de Homero, um livro grego só sobre esportes com bolas. Um esporte disputado com os pés, num campo retangular, por duas equipes de nove jogadores. O número desses, porém, podia mudar de acordo com as dimensões do campo. Podia-se ter até 15 jogadores de cada lado, como acontecia no século I a.C. em Esparta. A bola era feita de bexiga de boi e recheada com ar e areia, que deveria ser arremessada para as metas, no fundo de cada lado do campo.

Os sacrifícios Maias

Entre os anos de 900 e 200 a.C., na Península de Iucatã, atual México, os maias praticavam um jogo (de nome desconhecido) com os pés e as mãos. O objetivo do jogo era arremessar a bola num furo circular no meio de seis placas quadradas de pedras. Na linha de fundo havia dois templos, onde o atirador-mestre (o equivalente ao capitão da equipe) do grupo perdedor era sacrificado.

O Harpastum

Descendente do epyskiros, o harpastum foi um esporte praticado por volta de 200 a.C. no Império Romano. O harpastum era disputado num campo retangular, divido por uma linha e com duas linhas como meta. A bola, feita de bexiga de boi, era chamada de follis.

O harpastum era um exercício militar, o que fazia uma partida poder durar horas. Com as conquistas romanas, ele foi difundido por outras regiões da Europa, da Ásia Menor e do Norte da África.

O Soule

Durante a Idade Média, na região onde atualmente fica a França, foi criado o soule, uma versão do harpastum, introduzido pelos romanos entre os anos de 58 e 51 a.C.. As regras do soule variavam de região a região. Seu nome também, onde era chamado de choule na Picardia.

O soule foi um esporte da realeza, praticado pela aristocracia. O rei Henrique II da França, proibiu o jogo, pois o mesmo era violentíssimo e barulhento. Sendo assim, criou a lei que decretava a proibiçao desses esporte, e aqueles que o praticassem poderiam ir até para a prisão.

O Cálcio Fiorentino

Não por acaso os italianos chamam hoje o futebol de calcio. O esporte foi criado em Florença, e por isso, chamado de calcio fiorentino. As regras só foram estabelecidas em 1580, por Giovanni di Bardi. O jogo passou a ser arbitrado por dez juízes, e a bola podia ser impulsada com os pés ou as mãos, e precisava ser introduzida numa barraca armada no fundo de cada campo. Não havia limite de jogadores (levando-se em conta o tamanho do campo, claro), por isso a necessidade de tantos juízes. O esporte se espalhou rapidamente por todo país, e hoje é uma festa anual em várias cidades da Itália.

O football

O primeiro registro de um desporto semelhante ao futebol nos territórios bretões vem do livro Descriptio Nobilissimae Civitatis Londinae, de Willian Fitztephe, em 1175. A obra cita um jogo (semelhante ao soule) durante a Schrovetide (espécie de Terça-feira Gorda), em que habitantes de várias cidades inglesas saíram à rua chutando uma bola de couro para comemorar a expulsão dos dinamarqueses. A bola simbolizava a cabeça de um invasor.

Por muito tempo o futebol foi meramente um festejo para os ingleses. Lentamente o esporte passou a ficar cada vez mais popular. Tanto que, no século XVI, a violência do jogo era tamanha, que o escritor Philip Stubbes escreveu certa vez: “Um jogo bárbaro, que só estimula a cólera, a inimizade, o ódio, a malícia, o rancor.” – O que de fato, era verdade. Era comum no esporte pernas quebradas, roupas rasgadas ou dentes arrancados. Há noticias até de acidentes fatais, como a de um jogador que se afogou ao pular de uma ponte para pegar a bola. Houve também muitos assassinatos devido a rivalidade entre times. Por isso, o esporte ficou conhecido como mass football, “futebol de massa”.

Em 1700, foi proibido as formas violentas do futebol. O esporte, então, teve que mudar, e foi ganhando aspectos mais modernos. Em 1710, as escolas de Covent Garden, Strand e Fleet Street passaram a adotar o futebol como atividade física. Com isso, ele logo ganhou novos adeptos, que saíram de esportes como o tiro e a esgrima. Com a difusão do esporte pelos colégios do país, o problema passou a ser os diferentes tipos de regra em cada escola. Duas regras de diferentes colégios ganharam destaque na época: uma, jogada só com os pés, e uma com os pés e as mãos. Criava-se, assim, o football e o rugby, em 1846.

 
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Publicado por em 01/06/2010 em História

 

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Manifesto Técnico da Literatura Futurista

Em 1912 foi publicado o manifesto técnico da literatura futurista, cujas propostas apresentavam uma verdadeira revolução literária. Entre elas, destacam-se:

É preciso destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso, como nascem. Deve-se usar o verbo no infinito (…)
Deve-se abolir o adjetivo para que o substantivo desnudo conserve a sua cor essencial. O adjetivo é incompatível com nossa visão dinâmica uma vez que supõe uma parada, uma meditação.
Deve-se abolir o advérbio (…)
Cada substantivo deve ter o seu duplo. Exemplo: homem-torpedeiro, mulher-golfo, multidão-ressaca, praça-funil
Abolir também a pontuação (…)
A poesia deve ser uma seqüência ininterrupta de imagens novas (…)
Destruir na literatura o “eu”
Façamos corajosamente o “feio” em literatura e matemos de qualquer maneira a solenidade.

O Futurismo também vai defender o emprego de símbolos matemáticos no texto e também o uso da impressão tipográfica, até então neutra, para obter efeitos especiais: páginas impressas em linhas verticais, circulares e oblíquas, multiplicidade de tipos, cores,etc.

Evidentemente, nem todas essas propostas se firmaram na literatura. Contudo o verso livre ficou como uma das mais importantes contribuições do Futurismo e do Cubismo ás correntes contemporâneas.

 
 

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Futurismo

Felippo Marinetti: o iniciador do movimento futurista

O Futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX, o manifeto dizia que “o esplendor do mundo enriqueceu-se com uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um automóvel de carreira é mais belo que a Vitória de Samotrácia”.

No primeiro manifesto futurista de 1909, o slogan era Les mots en liberté (“Liberdade para as palavras”), e considerava o design tipográfico da época, especialmente em jornais e propaganda. A diferença entre arte e design passa a ser abandonada e a propaganda é escolhida como forma de comunicação.

O novo é uma característica tão forte do movimento, que este chegou a defender a destruição de museus e de cidades antigas. Exaltava a violência e considerava a guerra como forma de higienizar o mundo.

O futurismo desenvolveu-se em todas as artes, influenciando vários artistas que posteriormente instituíram outros movimentos modernistas. Repercutiu principalmente na França e na Itália, onde vários artistas, entre eles Marinetti, se identificaram com o fascismo.

Características do Futurismo:

– Desvalorização da tradição e do moralismo;
– Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;
– Propaganda como principal forma de comunicação;
– Uso de onomatopéias (palavras com sonoridade que imitam ruídos, vozes, sons de objetos) nas poesias;
– Poesias com uso de frases fragmentadas para passar a idéia de velocidade;
– Pinturas com uso de cores vivas e contrastes. Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a idéia de movimento e dinamismo;

 
 

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Reino Protista

– Seres unicelulares e eucariontes.
– Representantes protozoários e algas protistas

1. Protozoários
– São protistas heterótrofos.

Modo de Vida
– Isolados ou em colônias
– Livre ou associados a outros seres (Ex.: parasita, comensais e mutualísticos).

Reprodução
Assexuada
— Cissipariedade
— Gemipariedade
— Esporulação

Sexuada

Classificação por Locomoção
– Ciliados (cílios)

– Flagelos (flagelos) – Ex.: tripanosoma

-Rizópodes (pseudopodes [falsos pés])  Ex.: Ameba

Esporozoários. EX.: plamódio

Doenças Protozoosas
– Malária (maleito ou impaludismo)
– A mebíase
– Taxoplasmose
– Úlcera de Bauru
– Tricomoniase (D.S.T)
– Calazar
– Giardíase

 

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Reino Monera

– Seres unicelulares e procariontes
– Bactérias e Algas Azuis

1. BACTÉRIAS

– Modo de Vida
– Mutualisticas
– Decompositores
– Parasitas

Reprodução
– Assexuada
– Bipartida (divisão simples ou cissipariedade)
– Esporos
– Brotamento
– Gemipariedade

–  Sexuada
– Conjugação (Recombinação Gênica)

Doenças Bacterianas
Tétano, Botulismo, Coqueluche (tosse comprida), Tuberculose, Lepra (Hanseníase), Sífilis (D.S.T), Gonorréia (D.S.T), Peste Bubônica (negra), Leptospirose, Difteria, Cólera, Pneumonia, Miningite.

Utilidades de Produção Bacterianas
Remédios (antibióticos), vinagre, queijo, leite fermentado, coalhada, iorgute, controle biológico, fixação do nitrôgenio (fertilização do solo), ação decompositora, digestão da celulose.

Corpo das Bactérias
– Parede Celular
– Membrana Plasmática
– Ribossomos
– Material Genético

Classificação (Morfológica)
Cocos (esfera), Diplococos, Estafilococos (cadrade de uva), Estretococos, Vibrião (vírgula), Bacilos (bastão), Espirilos (espiral), Tétrades, Sarcinas (cubo).

 

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Picasso e Braque mudaram o rumo das artes com o Cubismo

Le Pigeon aux Petits Pois, trabalho de Picasso roubado nesta quinta (20) em Paris (Foto: Reprodução)

Na lista dos 35 quadros vendidos pelas maiores quantias, o pintor espanhol e mestre do Cubismo Pablo Picasso (1881-1973) aparece com nada menos que dez obras.

O trabalho Le Pigeon aux Petits Pois, que, junto com os outros quatro quadros que foram roubados na madrugada desta quinta (20/05/2010), do Museu de Arte Moderna de Paris, alcança a cifra de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, não aparece na lista dos mais caros do mundo.

Mas, quando se fala em Picasso, qualquer autógrafo em guardanapo dado pelo artista pode chegar a quantias gigantescas, hoje em dia (há relatos de que até cheques assinados pelo espanhol chegavam a ser vendidos pelos comerciantes que os recebiam, alcançando valores bem maiores que os que estavam na folha).

Por que quadros de nomes como Picasso, Matisse e Modigliani são tão caros atualmente? E como chegaram a esses valores estratosféricos?

O artista plástico e professor de pintura Hildebrando de Castro afirma que “Picasso é muito importante porque quebrou ideias pré-concebidas [ao inovar na maneira de pintar, com a técnica cubista]”, mas duvida que a ação dos ladrões tenha sido um roubo comum.

– Para mim esse roubo é encomendado, porque é dificílimo conseguir vender obras como essas, e com esses valores, no mercado negro. Não duvido que isso seja uma encomenda de algum milionário excêntrico. (…) Na verdade, os quadros alcançam cifras tão altas hoje em dia porque o dinheiro continua concentrado na mão de poucas pessoas.

O Cubismo

Considerado o “pai” do movimento cubista, ao lado do francês Georges Braque (que também teve uma obra roubada na mesma ação dos bandidos), Picasso e seus “seguidores” representavam as formas da natureza por meio de figuras geométricas, colocando todas as partes de um objeto ou de um rosto, por exemplo, no mesmo plano.

A representação do mundo passava então a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas, e essa foi a mudança mais radical introduzida pelo Cubismo, diferente de tudo o que vinha sendo feito até então [início do século 20]. Tais mudanças radicais, é claro, causaram reações de espanto, revolta e admiração, e mudaram o rumo que as artes tomaram no século passado.

Fonte: R7

 
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Publicado por em 20/05/2010 em Artes, Cubismo, Picasso

 

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